Por que dar preferência ao Software Livre na escola?

Ainda que não seja querendo, os professores fazem os pais dos seus alunos comprar software privativo, se fazem uso dele na escola. Ao fazer isso, eles contribuem para uma seleção baseada em dinheiro, apesar de que o Software Livre utilizado na escola poderia ser levado para casa! O Software Livre é um software republicano:

Quando é apropriado, é necessário dar aos alunos conhecimentos de informática real, não só as "instruções de uso" do software privativo. Consequentemente, eles devem receber acesso irrestrito ao código-fonte, modificar ou adaptá-lo às suas próprias necessidades e, assim, melhorar os aplicativos que utilizam ou desenvolvem.

O Software Livre é particularmente adaptado e seguro para a comunicação, uma prioridade na escola, para acesso à Internet e ao e-mail... O Software Livre permite a manutenção remota, uma necessidade para a sua implantação nas grandes escolas. O Software Livre é imune aos vírus atuais.

A escola tem que ficar longe do consumismo. A escola, e os recursos dos que dispõe, precisam manter-se afastados das modas ou da publicidade da indústria do software. O Software Livre proporciona uma maior perenidade do hardware, pois permite uma utilização mais duradeira de hardware velho (e barato), particularmente com os terminais ou computadores "cliente". O Software Livre permite uma maior perenidade do software porque não há necessidade de comprar os últimos lançamentos de software para obter uma (eventual) melhoria. As atualizações podem ser desenvolvidas imediatamente (assim você não depende da boa vontade do editor) e compartilhadas com outros usuários do mundo inteiro.

O conhecimento é universal, o Software Livre também.

Na educação, os meios são mais limitados do que em outros setores, porque têm que ser empregados em larga escala. É mais relevante pagar os cérebros (por exemplo, ajuda para a formação na concepção de projetos, do pessoal ou educacional) ou dispositivos adicionais do que pagar licenças privativas.

A versão original deste texto foi escrito por Jean Peyratout.